segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Adoro o "Filipe 5 minutos e estou cansado"

  oespirita.wordpress.com

Pega em meia tonelada de um saco cheio da minha roupa. O volume do saco na ssuas costas só deixam ver parte das pernas. A visão de trás é hilariante. Vemos o esforço notório mas ele segue lançado. Sobe dois andares de escada, entra em casa posa o saco no chão. "Aposto que trabalhei mais agora do que vou trabalhar amanhã. Tem dias em que só trabalho 5 minutos... e o meu trabalho é leve." Gosto tanto das pessoas que não se fazem de coitadinhas e que assumem com grande lata e muito humor os bons empregos que têm.

Adoro o "Filipe 5 minutos e estou cansado"

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Adoro os portageiros que lançam sorrisos

 lyved.com

Sabem porque não me importo de pagar portagem? Porque, de vez em quando, nos aparece um portageiro que parece imune a 8 horas de vento e frio. Porque nem todos olham só para a palma da nossa mão. Existem os bons que nos olham nos olhos e nos lançam um simpático sorriso.

Adoro os portageiros que lançam sorrisos

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Adoro o Marinho pescador . Ou será cozinheiro??


Talvez não devesse dizer isto de forma tão aberta e pública, não vá a esposa não gostar ;). Quem diria que com 29 anos iria adorar um homem de 55 anos??? Mas adoro. Estão sem fome porque o amor não vos assiste? Sem fome porque vos morreu o passarinho? Sem fome porque o vosso chefe foi injusto com vocês? Sem fome porque acabaram de lanchar? Não importa a razão de não ter fome, porque com o Marinho dá sempre vontade de comer mais e mais. Um homem como eu gosto, o Marinho. Conversas interessantes, histórias de tempos em que não era nascida e acima de tudo um homem que sabe como mimar uma mulher. Sim, falo abertamente sem esconder a ninguém... Eu e o Marinho temos um sério caso de amor pela comida. Comidinha caseira, peixe do mar (muitas das vezes pescado por ele), bacalhau de fricassé, gambas al guilho, pescadinhas de rabo na boca, mãozinhas de vaca com feijão, bifes à portuguesa, saladinhas temperadas com limão, bifanas repletas de alho acompanhadas com fruta cortada, queijinho de cabra, frutas e hortaliças vindas e apanhadas no Penteado. Até um prato como a "comida de putas" toma uma nova dimensão... batatinhas novas fritas cortadas em palitos toscos, a bela da salsicha só aquecida na própria lata, o ouvinho estrelado caseiro e e e umas fatias de presunto serrano. Até pode ser comida das ditas senhoras, mas para ser que sejam senhoras de luxo. O Marinho é assim. Um cozinheiro caseiro que dá novo significado aos pratos mais tradicionais. E o melhor é que naquelas longas horas em que me debato com os pratos que ele enche aqui à afilhada (como carinhosamente me trata) esqueço que o amor não me assiste, que me morreu o passarinho, que o meu chefe foi injusto comigo ou que acabei de lanchar.

Adoro o Marinho pescador. Ou será cozinheiro??

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Adoro o meu avô Alberto

 marciabaldwin.artspan.com

Não acredito em coincidências. Sim, é verdade!!! Mas por vezes exagero. Enquanto tirava  o meu curso universitário, onde passei o tempo a falar de tomates e couves, comecei a desconfiar que talvez aquela não fosse a minha praia. Porém, os anos foram passando e quando olhei para mim estava de camisa branca aos folhos de renda, de calções pretos pelo joelho, sabrinas de plástico, uma capa cravada de emblemas universitários (acho que até tinha o da Super Bock apesar de detestar cerveja) e um malmequer de peluche no braço a ser acenado no meio de milhares de finalistas na Benção de Finalistas. Depois perguntavam-me que área gostava de seguir. Tentava, bem no fundo do meu cérebro ,dar uma resposta com alguma coerência. Eu dizia: "Tomates!!! Eu quero é trabalhar com tomates" e para tornar a coisa mais realista explicava às pessoas que desde pequenina que gostava de tomates. "Raposinha, queres vir com o avô à horta?" Perguntava-me o meu avô no quintal. Em segundos estava junto dele de enxada na mão pronta para a lavoura. Como eu gostava de estar com o meu avô... Apesar da sua perseguição constante para que eu não andasse pelo quintal sem cuecas com o pipi, ou a passarinha como ele dizia, à mostra (hummm começo a ver aqui um precedente). "Ó pariga" Dizia ele para a minha mãe, "vai vestir umas cuecas à menina que anda com a passarinha à mostra. Rebéubéu rebéubéu. Que desenvergonhice". Mas apesar do meu avô não me dar toda a liberdade que eu queria eu adorava estar com o meu avô. Era capaz de ficar tempos infindáveis só a vê-lo cortar pão duro às fatias, com a sua navalhinha. Eu esperava, esperava. Era como se o brilho da lâmina me encantasse. No final vinha a melhor parte... íamos dar comer aos coelhinhos. Tão fofinhos e macios. E quando haviam bebés?? Aí então era a loucura. "Pipipipipipipipi". Chamava assim as galinhas o meu avô. Eu repetia de milho na mão "pipipipipi". E elas vinham. Vinham as vaidosas das mais peludas, as de pescoço careca mais alternativas, as "cócós" sempre com os pintainhos atrás e depois o "Chico", o dono daquele harém de penas. Então e os tomates onde entram nesta história??? Por vezes quando chegava a casa já o meu avô tinha estado na horta. No quintal havia uma mesa grande com dois bancos corridos de madeira, feita de tábuas gamadas nas obras, por baixo da sombra de uma videira. Eu era pequenina de forma que o meu campo visual não alcançava toda a superfície da mesa. Mas alcançava as beiras. E o meu avô Alberto sabia disso. Eu chegava e vislumbrava logo na beira da mesa uns quantos tomates maduros acabados de apanhar. O cheiro dava para sentir no portão. Então eu pegava num a um e deliciava-me... Bem vermelhos, agridoces e ainda mornos do Sol. Estranhamente só quando acabava é que o meu avô aparecia e questionava sempre "Mas onde estão?? Raposinha viste os tomates que deixei aqui?". Até parecia que tinha estado escondido a ver-me deliciar com os tomates. Eu olhava para ele inclinava a cabeça, fazia a espécie de um sorriso maroto e ele ria para mim. O meu avô não era rico, nem lá perto, mas tinha um prazer enorme de me poder dar o que de melhor fazia com o trabalho dele. E isso, valia mais que muitos milhões de escudos. Existem duas opções de lição para o que meu avô queria transmitir com esta cena. Ou era "Tem os tomates sempre à mão" ou "Dá sempre o melhor de ti às pessoas que amas. Ainda que aos olhos dos outros possa parecer muito pouco, aos olhos da pessoa a quem o dás vai valer uma recordação para a vida". Eu acredito que seria a segunda...

Adoro o meu avô Alberto

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Adoro a minha colorista desgrenhada

zonamulher.com
 
Há dois Natais atrás decidi voltar às minha origens e fui do Barreiro até Algés para ir pintar o cabelo num cabeleireiro. Não, não julguem que é um salão conceituado mas pode-se dizer que é muito falado. É uma espécie de fast food dos cabeleireiros. Dentro de uma cave que não tem mais de 80m2 cabem 25 profissionais. O salão está dividido por especialidades: a coloração, o brushing, o corte e a estética. Cheguei e fui encaminhada para a Teresa. Uma senhora de quem me lembrava de conhecer quando em pequena a minha tia lá me levou para me fazer um Bob de franja pesada ,que me fazia parecer ter 16anos em vez dos 6 que tinha nessa altura. Disse-lhe que estava cansada de ser ruiva e que queria ficar loira. "Muito bem. Mas digo-te já que não vais sair daqui loira como pretendes". E assim foi. Fui ficando cada vez mais loira de cada vez que visitava a Teresa. Numa das vezes perguntou-me quando me casava. Começou logo a fazer planos para o penteado e de cada vez que me punha a prata na testa parecia fazê-lo de forma milimétrica tendo em mente o tal penteado. Voltei lá no Sábado com uma amiga, cujo cabelo gritava socorro há muito tempo. Eu sabia que ela ia notar que voltara a ser ruiva. Os seus olhos perguntaram. E eu respondi: "Separei-me... precisei de mudar.". Ela fez uma expressão compreensiva e disse: "Antes agora que depois. Sabes que da última vez que cá estiveste, em silêncio , foi isso que me transmitiste". Lembrava-me bem do dia a que ela se referia e relembrei a tristeza de sentimentos dessa data. Claro que percebeu... era demasiado óbvio. Mas do cabelo não me falou. Volto sempre lá porque faz sempre o que lhe peço mas mais porque sabe, sem saber, o que vai dentro de mim...
 
Adoro a minha colorista desgrenhada 

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Adoro o Charlie Chaplin

downtownexpress.com
 
"I have forgiven mistakes that were unforgivable, I have tried to replace those who were unreplaceable and tried to forget those who were unforgettable. I have done things on impulse. I have been let down by those whom I thought would never let me down but I have also let others down. I have laughed when It was almost impossible to laugh. I have held someone to protect them. I have made life long friends, I’ve loved and been loved. I have screamed and jumped for joy, I have lived on love and made eternal promises of love. I have fallen many times. I have cried while listening to music and also when looking at photos. I have called someone just to hear their voice. I have fallen in love with a smile. I have also thought I was going to die from loosing someone special and I did loose them! but I lived! And I still live! I don’t allow life to pass me by and neither should you! Live! What is really good is to fight with determination, embrace life and live it with passion! Loose your battles with class and dare to win because the world belongs to those who dare and life, Life is worth too much to be insignificant…"
 
Adoro o Charlie Chaplin

Adoro a minha avó Lurdes


 miau.pt
Para mim, a minha avó foi sempre velhinha. Não me lembro da minha avó sem rugas. É essa a imagem que guardo da minha avó. Grandes bochechas, nariz de batata, lábios fininhos e uma pele vincada de rugas profundas. Um ar bem fofo e bonacheirão. Não a posso comparar com outra avó porque não conheci mais nenhuma mas tenho a certeza que a minha avó Lurdes era especial.
Se por um lado era a avó tradicional de saia travada e de lenço na cabeça ou de bata azul escura às florzinhas. Aquela que me deixava chafurdar na cozinha enquanto ia trabalhar. Quando a cozinha ficava por minha conta, eram ovos, farinha, açúcar, canela, laranjas, limões, chocolate… ia de tudo. Depois misturava tudo muito bem enquanto ia falando sozinha como se fosse a Filipa Vasconcelos a falar para telespectadores imaginários. Falava, misturava, falava, provava, falava, esperava, empratava, falava, lavava e esperava que a minha avó chegasse. Quando ela chegava fazíamos um chá preto chalado e a pobre comia com um ar de satisfação os meus “bolos”. Estivessem eles queimados, mal cozidos, muito doces ou sem sabor (o que eram quase todos). E dizia ela muito satisfeita: “Está muito bom filha.” Aquela que fazia sopa de tomate sempre que lhe pedia. Sopa, que comíamos em pratos dos cavalinhos feitos em Sacavém, e como nunca mais voltei a comer. Aquela que me fazia um puré de cenoura sem verduras flutuantes, massas, arrozes ou outros que tais. Aquela que me chamava para junto dela para aprender a cozinhar porque teria que saber cozinhar quando arranjasse um marido. Aquela que me punha a estender a roupa e que me fazia pendurar tudo o que não tivesse o número certo de molas ou a mola no sítio certo, de forma a não deixar marcas. Aquela que não me deixava assobiar (o que eu passava a vida a fazer enquanto ia sonhando com histórias de príncipes e princesas). “Filha, não assobies… já te disse. Olha que não te casas.”. Eu fechava logo o bico até me voltar a esquecer das graves consequências de tão inocente comportamento.
Por outro lado a minha avó tinha o seu lado menos convencional. Aquela que não gostava de andar de cuecas… então dormir com elas era impensável. Mesmo que durante o dia andasse com aquelas cuecas de gola alta que se compram nos armazéns do Martim Moniz aos conjuntos de 12, à noite só a camisa de dormir. Aquela que fingia acreditar que eu me levantava às 6 da manhã para ir correr (o que aliás detesto fazer) com a minha amiga, quando na verdade ela sabia que era uma artimanha minha para ir ver o pôr-do-sol com o meu namoradinho. Aquela que fingia que acreditava que ia dormir a casa da Joana, quando até sabia que eu iria passar a noite na doca de Belém ao frio, mas quentinha, ao lado do meu namoradinho enquanto este pescava com os seus amigos. Aquela que um dia me falou de amor e sexo. Que me contou que se tinha entregue ao verdadeiro amor da sua vida e que não se arrependia disso, apesar de eles não terem podido ficar juntos. E dizia-me ela: “Filha, por mais anos que passem vou amar sempre aquele padeiro porque deixei com ele um bocado do meu coração que não cheguei a dar ao teu avô. Até o podes vir a fazer com homens que achas que amas mas quando o fizeres com o amor da tua vida é com ele que o teu coração vai ficar sempre… aquele bocado de coração fica para sempre com ele. E fiquem juntos ou separados vão estar sempre ligados por um sentimento que não morre, o amor verdadeiro.”  

Adoro a minha avó Lurdes

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Adoro a minha tia


fashiontribes.typepad.com

Num destes dias ligam-me dum número desconhecido. Nunca sei se atenda ou não... ou é um tipo chato do outro lado a convencer-me a fazer um crédito de 6000 euros, que eu não preciso, a juros a 50% ou a minha tia.
Atendo.
"Sim?".
"Faroca, é a tia. como estás?
"Olá tia, como estás?"
"Sabes porque te estou a ligar?" adoro, adoro quando as pessoas me perguntam isto. Como poderia saber??? Tenho um bom sexto sentido, mas ainda não tenho capacidades de advinhação.
Ainda assim, respondo porque sei que a minha tia está à espera que o faça. "Não, tia."
"Comprei-te uma mala muito linda. Há aqui uma senhora que tem uma loja de malas de marcas italianas. É uma Brocheti. Conheces?"
"Não... não conheço" A marca não me dizia nada.
"É muito linda. Não é uma mala grande, é uma mala daquelas pequeninas. Sabes? Brocheti, procheti..."
"Ah ah ah ah... Uma pochete!!!" Ri-me que nem uma desalmada. Adoro quando a minha tia tenta verbalizar palavras que não sabe dizer. Da próxima vez que estiver com ela, para ir buscar a minha nova "Brocheti", vou ensiná-la a dizer "clutch"...
 
Adoro a minha tia  

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Adoro o "Tom Cruise talhante"


"Levanta-te!!! Já são 9 horas" Falo sozinha. Apetece continuar na cama e fechar os olhos. Pelos menos quando estão fechados as lágrimas não caiem. Levanto-me consciente de que tenho que ir trabalhar. Saio do prédio e sou presenteada com um céu azul e sol brilhante... mais à frente o campo já se encontra salpicado de flores amerelinhas das "azedas". Penso " a Primavera chegou mais cedo só para me alegrar". Sorriu por segundos mas volto a comprimir os lábios. Faço o caminho devagar sem pressa para chegar. "Que bom, quando chegar ainda tenho a desculpa do café para não começar logo" penso. 
Hoje é dia de talho. "Quem estará cá hoje?" Espreito por corredores e avisto o "Tom Cruise". Um talhante que não tem mais de 22 anos, pequenino, como o Tom, e que podia ser seu sósia nos dias de folga, de tão parecido que é com o actor. "Bom tarde Tom Cruise, como estás?". Ele sorri, fazendo um ar meio envergonhado. Mas de envergonhado não tem nada. Formação de atendimento com o "Tom Cruise talhante" é impossível. O puto é tão genuíno e puro que nem disfarça. Estou habituada que os formandos passem a vida a lavar as mãos com desinfectante quando lhes dou formação de Segurança Alimentar, que usem a malha de aço quando dou  a de Segurança no Trabalho ou que digam bom dia, como está?, passou bem?, o que vai ser hoje menina?, muito obrigada e bom dia no curso de Atendimento. O chamado "só para inglês ver". Mas o Tom Cruise não!! Ele é assim, tem paradigmas que vão da ponta do cabelo até à unha do pé e não acredito sinceramente que os meus excelentes dotes de persuasão consigam alguma coisa com aquele miúdo. Ele tem a sua forma própria de atender. Devia ser marca registada.
Somos interrompidos várias vezes por clientes. Uma cliente do estilo "importante"... "Dê-me um pato". O Tom passa os olhos e as mãos por todos os patos. Escolhe um. Aproxima o rabo do pato quase até ao nariz e diz com um ar grave e sério: "Está com sorte. Vai levar uma pata.". Eu não acredito que estou a ouvir aquilo. A cliente faz o ar de "és muito engraçadinho és!! Pensei que ela fosse reclamar mas não. O Tom prossegue com a estratégia. Passa uma colega por trás dele. Enquanto ela passa, entre a pesagem e a etiquetagem do pato, ele lança beijinhos no ar para a colega. A cliente arregala os olhos. "Começamos a namorar há uma semana. Mas só no trabalho porque ela é casada." Antes de virar para o lado e rir o mais baixo que consigo, com as lágrimas a escorrerem de tão cómica que é a cena, olho para a cliente que solta um leve sorriso. 
São pessoas como o "Tom Cruise talhante" que me fazem questionar teorias tão estudadas e comprovadas. Para aquele miúdo a regra de adaptar o atendimento à personalidade do cliente não existe. Pelo contrário... cheira-me que os clientes saem dali adaptados à personalidade dele. Os sentimentos são como as doenças contagiosas... pegam-se!! O sentido de humor, lata, piada e outras do mesmo calibre do "Tom Cruise Talhante" contagiam quem passa mesmo que venham vacinados. A cliente saiu com um sorriso. E eu passei 2 horas (que deveriam ter sido 30 minutos) a gargalhar com o meu "Tom Cruise" particular.
Adoro o "Tom Cruise Talhante"

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Adoro o meu mecânico

safetyfirstinc.com

De costas dobradas a olhar para dentro dum farolim desmontado… 
- “Que engraçado”, pensa ela. 
- “O pisca está! Mas parece que esta também não está grande coisa…” Diz ele enquanto remove a lâmpada do nevoeiro que tem uma espécie de névoa branca no seu interior. 
Do alto da sua inocência (a roçar a ignorância) ela diz: “Por acaso estava a olhar para ela mas como é a lâmpada de nevoeiro pensei que fosse mesmo assim”. 
Ele solta uma gargalhada. “Pois… é a de nevoeiro mas não vem com nevoeiro lá dentro! Oh sua esperteza saloia” Bem, a esperteza saloia não disse mas a sua expressão foi o que gritou bem alto. 
O trabalhinho ficou de borla. Pensando bem, não ficou nada! Ele colocou as duas lâmpadas e eu paguei-lhe em gargalhadas. Foram tantas que ainda me devia ter dado troco...
Adoro o meu mecânico

Porque "Adoro as Pessoas"?

People in Deckchairs, Stewart, Dick Scott (bridgemanart.com)

Poderia ficar horas só a ver pessoas a passar. E a variedade de pessoas que encontro?
Porque nos apaixonamos logo por umas e por outras, passe o tempo que passar, não as gramamos nem pintadas de cor-de-rosa?? Eu confesso... gosto das que me fazem rir, das sarcásticas, das ordinárias, das justas, das apaixonadas... 
Sou constantemente surpreendida com as palavras e os gestos das pessoas. E estou sempre a aprender com elas. São essas que quero partilhar com vocês. Porque nos estamos a tornar animaizinhos que passam o tempo a olhar para o seu próprio umbigo que não vêm a beleza do que está à sua volta. Para esses animaizinhos só tenho a dizer: 

" Não são melhores porque não ousam pôr-se no lugar dos outros".