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Há dois Natais atrás decidi voltar às minha origens e fui do Barreiro até Algés para ir pintar o cabelo num cabeleireiro. Não, não julguem que é um salão conceituado mas pode-se dizer que é muito falado. É uma espécie de fast food dos cabeleireiros. Dentro de uma cave que não tem mais de 80m2 cabem 25 profissionais. O salão está dividido por especialidades: a coloração, o brushing, o corte e a estética. Cheguei e fui encaminhada para a Teresa. Uma senhora de quem me lembrava de conhecer quando em pequena a minha tia lá me levou para me fazer um Bob de franja pesada ,que me fazia parecer ter 16anos em vez dos 6 que tinha nessa altura. Disse-lhe que estava cansada de ser ruiva e que queria ficar loira. "Muito bem. Mas digo-te já que não vais sair daqui loira como pretendes". E assim foi. Fui ficando cada vez mais loira de cada vez que visitava a Teresa. Numa das vezes perguntou-me quando me casava. Começou logo a fazer planos para o penteado e de cada vez que me punha a prata na testa parecia fazê-lo de forma milimétrica tendo em mente o tal penteado. Voltei lá no Sábado com uma amiga, cujo cabelo gritava socorro há muito tempo. Eu sabia que ela ia notar que voltara a ser ruiva. Os seus olhos perguntaram. E eu respondi: "Separei-me... precisei de mudar.". Ela fez uma expressão compreensiva e disse: "Antes agora que depois. Sabes que da última vez que cá estiveste, em silêncio , foi isso que me transmitiste". Lembrava-me bem do dia a que ela se referia e relembrei a tristeza de sentimentos dessa data. Claro que percebeu... era demasiado óbvio. Mas do cabelo não me falou. Volto sempre lá porque faz sempre o que lhe peço mas mais porque sabe, sem saber, o que vai dentro de mim...
Adoro a minha colorista desgrenhada

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